5 de março de 2016

Resenha - Reconstruindo Amelia






Titulo: Reconstruindo Amelia
Autora: Kimberly McCreight
Editora: Arqueiro
Nº de paginas: 352


Kate Baron, uma bem-sucedida advogada, está no meio de ua das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição?
Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com u carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas.
Amelia está morta.
Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia.
Em choque, Kate tenta compreender por que Aelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora?
Suas convicções sobre a tragédia e a própria filha estão prestes a mudar quando, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular.
Amelia não pulou.
Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Facebook da filha, Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página.


Eu realmente detesto me interessar por um livro logo que eu leio a sinopse. Tenho muito medo de me decepcionar. Só que com esse livro eu não pude segurar as expectativas elevadas, infelizmente ele não me prendeu o quanto eu desejava que me prendesse.

Kate tenta conciliar seu tempo entre o trabalho como advogada júnior em uma importante empresa e criar sozinha sua filha, Amelia. Uma adolescente mega dedicada aos estudos e que até então não havia trazido problemas preocupantes para a mãe. Até que em mais uma reunião de trabalho, Kate recebe um telefonema da escola de Amelia, dizendo que ela deveria comparecer imediatamente ao local, pois a menina pegou uma suspensão por algo que eles consideram intolerável.

Obviamente, Kate pergunta-se qual seria a razão desse contratempo. Ela poderia imaginar isso de qualquer um, menos de Amelia. Mas decide tirar isso a limpo. Acaba chegado bem depois do tempo que estipulou - aliás, ôh mulher que é difícil chegar na hora, viu? - e, ao se aproximar das ruas próximas à escola, começa a ter um mau pressentimento. Tudo só aumenta quando vê pessoas aglomeradas, carros da polícias e dos bombeiros e uma ambulância já com as portas fechadas. Recebe então a notícia que qualquer mãe de verdade tem mais pavor no mundo de escutar: sua filha está morta.

Os inquéritos policiais apontam que Amelia cometeu suicídio ao jogar-se do telhado. A princípio, Kate não questiona absolutamente nada, pois, por culpa do luto, fechou-se em seu próprio mundinho e começou a se cobrar por não ter contado à filha, todas as vezes em que ela implorou, sobre quem era seu pai, pensava que dando uma boa educação e uma vida confortável para a menina resolveria as lacunas que existiam entre elas. Agora isso parecia ter sido um ledo engano.

A reviravolta acontece quando Kate recebe um torpedo escrito que Amelia não havia pulado. Como num estalo, as perguntas começam a vir, percebe que desde o início sentia lá no fundo que a menina que tinha criado não acabaria com a própria vida. Por sua insistência, consegue fazer com que o caso seja reaberto e ao lado de um novo investigador, descobrirá atitudes inadequadas da adolescente e sua convivência com pessoas que Kate não tinha noção da existência.

Admito que a história tinha tudo pra me fazer não querer desprender dela. Só que não foi o caso e não tenho uma resposta concreta para isso. Talvez tenha sido por eu não ter me apegado aos personagens. Bem que eu tentei, porém não rolou. Ou então o fato de muitas partes serem beeeem previsíveis ao meu ver. Achei a Amelia mimada demais em alguns diálogos e o modo como a Kate não percebia que a menina somente queria sua atenção e um pouco mais do seu tempo, nada mais que isso. A Kate pareceu voltar a sua preocupação mais em ser uma amiga pra filha do que necessariamente uma mãe. Era disso que a Amelia precisava e ficou mais claro à medida que as páginas passavam que o rumo, o caminho que ela pegou nos últimos messes de sua vida eram as consequências da ausência e falta de compreensão da mãe nos momentos em que mais necessitava. Amelia sentia-se sozinha e queria tapar esse oco dentro de si.

Um ponto forte que eu consegui encontrar foi a aceitação da Amelia em ser quem realmente é. O modo como ela encontrou a liberdade e, principalmente, seus reais sentimentos me cativou e muito.

A estrutura narrativa é dividida entre a vida de Kate, seu diário no passado, a narrativa da Amelia tempos antes da sua morte, mensagens dela no celular, posts no Facebook e e-mails das duas. Acompanhamos ainda um blog delatando segredos a respeito de pessoas ligadas ou não ao colégio que a adolescente frequentava. E nossa, esse blog era fantástico!

Por fim, eu te aconselho sim a ler esse livro. Ele não me conquistou por completo, fiquei com a sensação de que faltou algo, mas poderá ter um efeito contrário em você. Por isso que eu gosto de ler também resenhas negativas. Fico me perguntando se terei as mesmas opiniões que o outro compartilhou ou se serão opostas. Só abrindo na primeira página para ter certeza, não é mesmo?



0 Comments:

Postar um comentário