Autor (a): Robertson
Frizero
Editora: Terceiro Selo
Nº de páginas: 94
Um jovem de dezessete anos, diante da doença da mãe, decide desfazer um passado de mentira e de ilusão a respeito da identidade do pai. As memórias, trazidas pela tia, percorrem os horrores da guerra, a fuga da aldeia e do país, a reconstrução da família em solo brasileiro. Frizero concentra a carga dramática da história no que ela tem de mais importante, que é a complexidade do ser humano, capaz de matar para criar, de mentir para salvar e de perdoar para seguir em frente.
Sabe aquele livro que você vê e não
sabe o que esperar, “Longe das Aldeias”, foi esse livro para mim. Um romance
que não tem nada de clichê. Retratado do ponto de vista de um filho em busca de
saber as verdades sobre seu passado e de sua família, através de histórias
contadas por sua tia, procura desvendar quem foi seu pai e o porquê dele ter
sido arrancado dos braços de sua mãe.
Emanuel, conta de um jeito
peculiar como sua vida decorre com a doença de sua mãe e como os delírios da
mesma sobre seu pai, lhe faz quer saber como tudo aconteceu. E com pequenas
historias de sua tia, ele começa a narrar à doença , onde nasceu e as
dificuldade de uma época onde mulheres de outras religiões foram cassadas e
molestadas, onde a guerra explodiu e tudo virou um inferno, como foi morar em
um novo lugar e como sua família se estabeleceu, mas também em meio a tudo isso
o amor de sua mãe.
O enredo desperta varias emoções
em seus leitores: a angustia e a tristeza são algumas delas. São tantos
obstáculos a serem enfrentados e tantas coisas retiradas de nossos personagens,
que a angustia e a tristeza prevalece em suas linhas. A cada paragrafo narrado
sobre como foi o trajeto de sua mãe e tia, durante a guerra, é muito comovente
e estarrecedor. Porém, também a as passagens onde nosso protagonista que além
de ser o porta vós da história em questão, encontra o amor e é nesses
parágrafos onde os sentimentos citados passam, e o encantamento e a alegria se
expande.
“Longe das Aldeias” tem uma
linguagem um tanto peculiar, com capítulos (vamos dizer assim) pequenos,
algumas vezes de apenas uma pagina que te faz viajar e ter uma compreensão
fácil. O enredo é narrado em primeira pessoa e não a diálogos. É um romance diferente de qualquer outro que
já tenha lido. Robertson Frizero, o autor, não deixou nada a desejar nas
passagens de sua história, a clareza é impressionante. Fiquei extremamente
encantada com a riqueza em detalhes e com a sua escrita.
Recomendo a quem goste de um
romance diferente e que procure uma leitura rápida para uma tarde.
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