25 de junho de 2015

Conversando com o Autor - Leila Krüger


Bom dia, Boa tarde e Boa Noite Leitores \o/

Estão todos bem ? Espero que sim ... (:

A cada dia que passa estou ficando mais empolgada com as entrevistas do - Conversando com o Autor. É tão bom saber como os autores nacionais, começaram a escrever e as dificuldades de publicação dos seus livros, além de conhecer um pouco mais sobre suas vidas. Hoje no - Conversando com o Autor - temos a nova parceira do nosso blog. Ela escreveu o livro "Reencontro". Ainda não li, mas estou ansiosa para le-lo. O bate papo dessa semana é com a linda e querida Leila Krüger. \o/

Bom não vou ficar de enrolação, vamos ao que interessa!

Antes de começarmos com as perguntas, fale um pouco de você para os nossos leitores.
Bom, eu sou uma pessoa bastante misteriosa eu acho. Eu gosto de ser descoberta aos poucos, de ser decifrada. Mas posso dizer que nasci em Ijuí, uma bela cidade de origem europeia a noroeste do Rio Grande do Sul, lá pela década de 1980 - como tô ficando velha, não precisa dizer exatamente o ano, né? Ainda bem que pareço bem mais novinha, ao menos por fora. Amo ler, ver filmes, conversar com amigos, viajar, e principalmente escrever, a coisa que mais amo e da qual mais necessito na vida. O que posso dizer de mim? Que eu tô em transformação, sinto isso a cada dia. Essa transformação é em direção a descobrir minha essência, é essa a busca da nossa vida, não? Sempre fui um tanto tímida, mas melhorei muito nos últimos anos, sou uma pessoa bastante curiosa e questionadora, já fiz teatro, já fui protagonista em uma peça, escrevi meu primeiro livro com uns 13 anos e perdi em uma gaveta, tenho medo de borboletas, mas isso já melhorou também, amo cachorros e gatos, tenho um lado muito sério e até mal-humorado e um lado descontraído e aventureiro, tento agir conforme os princípios que aprendi e creio em um Deus que me deu tudo o que tenho e ainda mais irá me conceder, pois tudo é para Ele e por Ele.



1. Quando descobriu que queria escrever? De onde surgiu a ideia de um Livro?
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a oportunidade de falar mais uma vez aos leitores e mostrar um pouco de mim e de minhas obras. Bom, eu sempre gostei de escrever. Aquele negócio de notas boas nas redações do colégio e do cursinho... Até que foi surgindo lenta e despretensiosamente a ideia de escrever uma bonita história e publicá-la em um livro. Uma história aninhada em algum lugar recôndito meu. Posso dizer que apenas senti que devia fazer e fiz. Foi assim com a maioria das coisas na minha vida, e ainda é. Sentir no coração, colocar em prática, fazer com a sensação de que, de alguma forma, é parte de seu caminho. Mas não pensava em seguir a carreira de escritora. Isso veio com o tempo, na época do lançamento de Reencontro. Aí foram surgindo novas oportunidades de escrever, inclusive em um gênero que eu nunca imaginava publicar – poemas, meu segundo livro, e outro de crônicas de amor.

2. Qual a sensação de escrever?
Depende do que estou escrevendo. Por exemplo, escrever um romance, ao menos para mim, é algo que demanda muito trabalho, esforço, perspicácia, e também a parte da sensibilidade, da criatividade, do coração transbordando em cada linha. Escrever um poema já é algo mais visceral, depende do instante que se vive e pensa, mas isso não exime o autor, no caso eu, de revisar, analisar a técnica etc. E tem as crônicas e os contos, que são uma mistura de história com poesia, ao menos os meus. Mas a sensação de escrever, para mim, é sempre encantadora. Eu não sei o que me faz mais completa na vida do que escrever. Como disse a Clarice Lispector, quando eu parar de escrever, vou achar que eu estou morta. E provavelmente estarei, no fundo.

3. Quanto tempo demorou a escrever seu primeiro Livro?
Reencontro levei mais ou menos 1 ano e meio para terminar. Comecei a escrevê-lo várias vezes e parei. A versão definitiva, do começo ao fim, foi mais ou menos isso. Você primeiro escreve com o coração, depois vai aparando as arestas, acrescentando e retirando coisas, revisando, olhando sob diferentes óticas o que escreveu. É trabalhoso, mas também maravilhoso. Tem que ser com paixão. Paixão por sua criação, por um desafio.

4. Tem algum Ritual para escrever? Qual?
Não tenho. Eu posso estar nos lugares mais inusitados para escrever. É claro que há paisagens, músicas, momentos, sentimentos que inspiram. Mas também não precisa haver nada especificamente inspirador. A alma de repente clama, você vai lá e escreve. Mas eu gosto de escrever à noite, sorvendo um bom vinho às vezes, se estiver tempo frio melhor ainda. Acho que escrever combina com solidão. Às vezes dói escrever. Mas é como gerar uma vida: uma dor maravilhosa.

5. Em questão da publicação de seu primeiro livro: O que foi mais difícil desde a obra pronta até seu Lançamento?
Foi meio complicado achar uma editora, eu era totalmente iniciante e nem tinha “vida” nas redes sociais como escritora. Muita gente hoje faz sucesso na Internet e abre portas. Eu fui na cara e na coragem. Enviei a várias editoras. Até recebi mais de uma proposta, escolhi a editora que me parecia capaz de dar maior visibilidade e qualidade ao meu primeiro livro. O lançamento envolveu ansiedade, novas perspectivas, é sempre assim com um livro novo e ainda mais no primeiro, o que dá o “start” àquele caminho da carreira. Opa, eu sou uma escritora! Para mim foi meio brusco assim porque eu não pensava nisso. E aí, de repente, aconteceu. Eu quero que nunca mais pare de acontecer.

6. Ainda hoje, encontra dificuldade em publicar seus livros?
Olha, pra falar a verdade com os outros não tive muitas dificuldades. O segundo eu recebi uma proposta de publicar – nem pensava em reunir meus poemas e compila-los. O terceiro, era aquela necessidade que eu tinha de falar de amor, dos dramas do dia a dia, do coração intempestivo, também como crítica social e moral da nossa sociedade. Esse é o de crônicas, que tem histórias de amor conturbadas que fazem pensar se “tudo o que é feito por amor está além do Bem e do Mal”, como disse o Nietzsche. Eu não sei. Não cabe a mim julgar. O amor é tão mais forte que nós.

7. O que acha dos escritores atuais? E os mais antigos?
Fico feliz ao ver que o mercado editorial brasileiro está se abrindo para romancistas e cronistas nacionais. Não só os cartas-marcadas da mídia. Vejo um florescimento nesse sentido, digo isso nos últimos 3, 4, 5 anos. Coisa bem recente. Ainda tem o domínio da literatura globalizada, estrangeira, especialmente norte-americana, mas não quero julgar. Só acho que todos os gêneros e autores, de diferentes nacionalidades, devem ter seu espaço e receber apoio, mas, no Brasil, em especial nossas “crias”. Sobre os mais antigos, eu adoro! Sou fã de poetas como Mario Quintana, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes etc. etc. etc., Clarice Lispector que era prosa poética, um gênero único, muito além das frases citadas avulsamente na Internet, uma formidável e até às vezes incômoda existencialista; e os romancistas, cronistas, são muitos para eu citar. Estou sempre aberta a novidades como leitora e como fontes de inspiração para minha escrita. Acho que a força dos clássicos nunca pode morrer. Não podemos deixar o legado da literatura brasileira e mundial se perder em modismos e superficialidades

8. Como cria seus personagens? São inspirados em pessoas reais ou em fatos?
Ambas as coisas. Como qualquer autor, eu acho. O que está fora, o que está dentro, o que está na frágil zona entre um e outro mundo, entre o visível e o invisível. No fim o que existe é o que você vê, o que seu olho capta e leva ao seu coração. O que sua alma sente. Mas eu diria que as histórias, curtas ou longas, surgem espontaneamente, geralmente, na minha cabeça. Vêm meio que prontas. E aí eu “tenho que escrever”. Tenho vários roteiros guardados dentro de mim. Uma simples cena pode desenrolar em mim toda uma história, repleta de coisas passadas, presentes e futuras da minha vida e da vida das pessoas que me cercam. O que o autor escreve não significa que é o que vive, ou como age, ele é um tipo de ator: tudo o que cria tem seu DNA, mas não é ele. É uma criação sua. Um trabalho de performance, no caso contador de histórias. Tudo o que você cria tem você em diferentes aspectos, dependendo do que for. Eu, por exemplo, adoro desafios de escrever sobre personagens que não pertençam ao meu mundo ordinário, mas que, no fundo, tenham algo de mim, digamos, na essência, não necessariamente nos pensamentos e nas atitudes ou nos relacionamentos.

9. Das suas obras, qual seu personagem favorito? Por quê?
Ah, a Ana Luiza, de Reencontro. Muita gente leu o livro e a criticou, que a odiou até, basicamente no começo do livro. Mas Reencontro retrata um quadro típico de problema emocional grave, de depressão, dependência química, falta de amor próprio, e existe muita gente assim por aí, alguns fingem, outros não. No fim é uma história que leva boas vibrações, que faz refletir mas também faz triunfar o amor e a coragem. Ana Luiza foi uma guerreira, uma lutadora, foi a fundo na vida, do fundo do poço ao céu, conseguiu vencer a si mesma e ao seu passado, mudar e voltar a viver, e por isso eu a admiro e é minha personagem favorita. O Rafa a ajudou, sim, mas Ana Luiza expressa na minha opinião a profundidade que um ser humano pode ter: um pouco vilão, um pouco mocinho, no fundo apenas um ser que procura o amor.

10. Quais são seus livros, autores e personagens favoritos? Eles te influenciaram de alguma forma na sua vida como escritor (a)?
Olha, são muitos livros e personagens. Mas livro me marcou A Cabana, um livro que me deixou emocionada, eu o li em 1 dia, nunca li um livro tão rápido. Eu me identificava com cada parte, sobre o perdão, o autoperdão, sobre mágoas e dores. Eu amo os livros da Agatha Christie, de suspense, que fogem ao estilo que escrevo, mas ela expõe de maneira bastante perspicaz o que é a natureza humana em seus aspectos mais animalescos e até deploráveis. Eu gosto do Erico Veríssimo e seus personagens valentes. Tanto que cito sua personagem Ana Terra no livro Reencontro. Na verdade eu não sou muito ligada a autores em específico, ou personagens, eu gosto de variar e de captar a essência de cada um. Tudo o que eu leio me influencia no que escrevo, de maneiras que nem eu posso saber.

11. O que mais lhe chama a atenção em suas obras?
Acho que essa opinião deve ser de cada leitor... Mas eu acho que todas elas expressam bastante a alma humana, os sentimentos, a profundidade do ser humano. Essa minha parte intimista, existencialista, questionadora.

12. Qual Livro recomendaria aos seus Leitores?
A Cabana, os livros da Agatha Christie, Rick Riordan, Nora Roberts, até Dan Brown recomendo... Erico Veríssimo, Machado de Assis, o maior escritor que o Brasil já teve. Claudia Tajes, uma autora gaúcha de que gosto muito. David Coimbra, outro, jornalista gaúcho que tem um senso de humor sarcástico delicioso. Mario Quintana, para quem se aventurar na poesia, e Fernando Pessoa. Clarice Lispector é algo meu, mas nem todo mundo seria capaz de apreciar seu existencialismo pesado que vai além das citações famosas. São muitos autores. Sempre estão surgindo novos. Eu gostei também de um tal de Andrew Pyper, romancista norte-americano. Confesso que tô devendo ler vários clássicos, como Hemingway, que nunca li, e Kafka. Mas não tenho essa pretensão de ler “o óbvio” e fazer julgamentos vagos. Antes, recomendo que as pessoas leiam tudo o que acharem interessante, sem necessariamente ler o que os outros leem, e que nunca parem de descobrir coisas novas.



Bom , para finalizarmos, deixe uma mensagem para os seus leitores?


Que ler é uma das coisas mais maravilhosas da vida. Que nunca parem de ter esse hábito. Ler é algo que nos transporta para mundos infinitos, inimagináveis, que nos faz escapar da realidade tantas vezes previsível como um sonho nos faz. Ler é, em resumo, sonhar. Voar. Criar, através de palavras, sensações e pensamentos próprios. Agradeço o apoio e o carinho que tenho recebido dos meus leitores, eles são a coisa mais importante para mim, é para eles que escrevo, tanto quanto para mim. Vamos nos aventurar juntos, ligar nossas almas com palavras. Vamos ir além do que se vê, vamos imaginar e sentir! Isso é estar vivo.






Haha leitores *-*, estamos terminando mais um - Conversando com o autor - espero que estejam amando, como eu as entrevistas e não deixem de conferir as outras que já foram postadas.

Quero agradecer a Leila Krüger pelo carinho e atenção que teve conosco. Além da parceria que está começando que espero que prospere.

E você, que quer saber mais sobre a autora e seu livro, acessem http://leilakruger.blogspot.com.br/ . Para adquirir o seu exemplar do livro " Reencontro", encontrará disponível nas livrarias Saraiva,Cultura, Amazon, lojas Americanas, Submarino entre outras livrarias, caso queiram comprar diretamente com a autora pelo email:leilagiselekruger@gmail.com

Em breve teremos resenha do livro aqui no blog.

Então queridos leitores, espero que tenham curtido. Semana que vem te mais - Conversando com o autor.


Quem será o próximo autor ou autora?


 Beijocas para todos e fiquem de olho.

Um comentário :

  1. Só eu não recebi ainda? D:
    Acho que a Leila esqueceu de mim hueheu

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